Servidores da FEPPS foram à Assembleia protestar contra projeto de lei do governo Sartori
Servidores da FEPPS foram à Assembleia protestar contra projeto de lei do governo Sartori
O deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) antecipou a sua posição sobre duas propostas encaminhadas pelo governador José Ivo Sartori à Assembleia Legislativa, neste mês de agosto: ele vai votar contra os projetos do Executivo que preveem a extinção da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (FEPPS) e da Fundação Zoobotânica (FZB). Presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Parlamento Gaúcho, Valdeci fez uma comparação ao explicar a sua posição. “O governo que já descartou extinguir o improdutivo Tribunal de Justiça Militar, não tem legitimidade para propor o fechamento da FEPPS e da Fundação Zoobotânica”, afirmou.
Durante a reunião da Comissão de Saúde desta quarta (12), a diretora técnica da FEPPS, Silvia Spalding, apresentou um resumo do trabalho desenvolvido pela equipe. Entre os serviços prestados pelos servidores da Fundação, estão as pesquisas sobre tuberculose, hepatite, meningites e a AIDS. A FEPPS, explicou ela, também coleta, processa e distribui sangue e hemoderivados para mais de 52 hospitais gaúchos. Outra área de atuação, são os testes de paternidade e maternidade. Desde 2007, já foram solucionados mais de 38 mil casos, o que gerou arrecadação de aproximadamente R$ 18 milhões ao estado. “Tem tanta coisa que não funciona no Estado, governador. Vamos reestruturar a FEPPS, mas não extinguir. O trabalho realizado pela Fundação é reconhecido no exterior, mas não é reconhecido no Rio Grande do Sul”, afirmou ela.
Valdeci resgatou ainda o trabalho prestado pelos técnicos da FEPPS na tragédia da Kiss. “Mais gente teria morrido, se não fosse o trabalho qualificado prestado pelos servidores”. Sobre a extinção da FZB, ele também considera um retrocesso. “O meio ambiente precisa é de mais proteção e não da extinção dos poucos espaços existentes para defendê-lo. Acabar com Fundação Zoobotânica e com FEPPS é demonstrar falta de inteligência política e social. É a chamada economia burra”, declarou.  (Texto e foto: Tiago Machado – imagens da reunião ordinária da Comissão de Saúde da Assembleia desta quarta)